As vezes me afasto da fronteira do meu ser que conheço; tudo corre relativamente bem, terreno plano, asfalto - coisa de humano, liso.
Sempre que me aproximo, espio cuidadosamente, descansando os olhos ressabiados em pensamentos; o outro lado parece perigoso. Lá o medo e os desejos são livres a caminhar, mesmo que rabugentos, sujos e violentos, existem sem sinal, não suficientemente claro, de opressão. Lá o amor, libertino, goza na boca do ódio; se amam.
O muro é alto. De vez em quando, no entanto, um ou outro já cansado de viver na sua respectiva banda, a custa da venda em parte do seu caráter, a trespassa. Já não é o mesmo, mas posso ver nos seus olhos, a sua origem; acolho à sua chegada.
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O muro tem sua razão, mesmo que não a entenda em toda a sua amplitude; de fato o aprecio. O tênue limite da suposta loucura; será esta loucura o não aceite dos meio imigrantes vendidos? Talvez o não aceite interno e externo, social, por comportamento dito anti-social, agrave o problema - mas este continua.
Sunday, 29 June 2008
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